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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Condado Portucalense

O Condado Portucalense  resultou da reconquista cristã que se iniciou nas Astúrias. O condado doado pelo rei de Leão a D. Henrique, foi um dos feudos que surgiu com a reconquista da Península Ibérica aos Mouros e o seu território abrangia o território entre o rio Minho e o rio Tejo. 
Os mouros são do norte de África e ai os desertos são muito pobres então o seu profeta, Maomé, decidiu expandir a religião que criou, o Islamismo, e encontrar territórios férteis para conseguirem alimentar-se. Quando conquistaram a Península Ibérica chamaram-na Al-Andaluz e à capital Córdova.
Os galegos, habitantes das Astúrias, eram em pouco número mas conseguiram resistir graças às cordilheiras montanhosas porque os muçulmanos estavam mais preparados para combater em planícies.
Várias lutas se passaram, na península surgiram diversos reinos que se foram formando ao longo do processo de reconquista: Leão, Castela, Navarra e Aragão. Para ajudar no processo de reconquista apareceram os Cruzados que vieram da Europa Ocidental para combater os Muçulmanos até ao seu local de origem. Dois dos cruzados que mais importantes na reconquista foram D. Henrique e o seu primo Raimundo.
Como recompensa pelos seus serviços, D. Afonso VI de Leão e  Castela doou a D. Henrique o território do Condado Portucalense e uma das suas filhas D. Teresa e a D. Raimundo doou o condado da Galiza e a sua filha legítima D. Urraca.
D. Henrique e D. Teresa têm um filho, Afonso Henriques, cujo nome é uma homenagem a seu avô Afonso VI rei de Leão e Castela. Então, enquanto o pai de D. Afonso Henriques envelhece, D. Afonso Henriques cresce e tornasse cada vez mais forte. Quando o pai morre, toma posição política contra a mãe, que se aliara à nobreza galega, e, com treze anos, arma-se cavaleiro na Catedral de Zamora.  Mas tinha de vencer a mãe e as suas tropas que estavam em Guimarães, assim, D. Afonso Henrique combate com as tropas da mãe na Batalha de S. Mamede, em 1128 e dai sai vitorioso Afonso Henriques que fica com o condado portucalense nas suas mãos.
Os objetivos de D. Afonso Henriques eram expandir o território e continua os combates para Sul contra os muçulmanos. Em 1139 é travado por cinco reis mouros na batalha de Ourique, Afonso Henriques, cujas tropas eram em menor número, segundo reza a lenda foi abençoado por Cristo e conseguiu vencer a Batalha de Ourique. Nessa batalha proclama-se Rei de Portugal com o apoio dos seus homens e do povo, apesar de o território que governava ser um condado. Quebra a fidelidade com Leão e Castela e começa um período de lutas com este reino que só viria a reconhecer a independência de Portugal em 1143 no Tratado de Zamora.
 Em Coimbra Afonso Henriques casa com Dona Mafalda com a qual tem sete filhos.
Em 1147 começou a conquista de Santarém e Lisboa apoiado pelos cruzados, Lisboa é conquistada num mês.
Em 1169, D. Afonso Henrique, na luta contra os mouros no Cerco de Badajoz, sofre um acidente e parte uma perna e ai deixa de expandir e proteger o já reino de Portugal apesar de continuar a fazer os seus deveres de rei.
Dez anos depois da batalha o sonho de Afonso realiza-se e Portugal é reconhecido como reino independente pelo Papa, graças à Bula Manifestis Probatum, em 1179. 

Webgrafia:
http://www.youtube.com/watch?v=KP3DXWv0QxY&feature=related
http://www.historiadeportugal.info/artigos/historia-de-portugal/

Trabalhou realizado por:
Rui Jorge Santos

sexta-feira, 16 de março de 2012

Juno

Juno e Júpiter
A Rainha dos Céus, Juno, ou como era conhecida na mitologia grega, Hera, era esposa de Júpiter e rainha dos céus. A mensageira de Juno era a deusa Aecoíris. A ave favorita de Juno é o pavão.

Mito de Juno
Júpiter deu uma poção a Saturno para resgatar os seus irmãos do estômago do velho, Cilebe pensou numa maneira de pôr a salvo a sua filha Juno do perigoso velho. Imaginava a sua filha a ser um dia a mais bonita e poderosa. Portanto mandou a filha para a cidade das Hespérides, o lugar onde viviam as três deusas encantadoras. Então prometeram a Cilebe que iam fazer a sua filha a mulher mais encantadora e poderosa. Juno era tão linda que nem podiam dizer que era feia, mas o que Juno queria ser era rainha do céu.
Portanto Juno procurava um rochedo muito alto para tentar chegar ao céu. Juno então viu uma nuvem em sua direcção desejando que chovesse mas estava mais concentrada em conseguir tocar no céu. Então várias nuvens se juntaram à outra que fizeram uma tempestade. Quando acabou a tempestade Juno desejou com muita força ser rainha dos céus e nesse momento apareceu a águia de Júpiter que voava em seu redor e que a agarrou e levou a cada vez mais alto até que atingiu o céu.
Quando lá chegou encontrou Júpiter que contou a história que tinha acontecido entre eles e os pais de ambos. Depois de lhe contar Juno agradeceu e depois de ver os poderes de Juno a manipular a tempestade quis que ela fosse sua esposa, ela aceitou e casaram-se e assim Juno conseguiu ser a rainha do céu.

Dicionário:
Hespérides - a cidade das senhoras da primavera
Águia de Júpiter – Júpiter tinha uma águia que lhe transportava os raios

Webgrafia:
http://www.lunaeamigos.com.br/mitologia/8.htm
http://pt.shvoong.com/humanities/1950519-juno-deusa-dos-c%C3%A9us/

Trabalho realizado por:
Rui Santos

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Arte Egípcia

Arquitetura Egípcia
A arquitectura egípcia aliava o tamanho, eram muito grandes, à simplicidade e destinava-se principalmente a homenagear os deuses e o faraó.
Criaram templos majestosos em pedra, onde se destaca o sistema de suporte dos tectos, sistema desenvolvido por eles, através de colunas que tinham como principal fonte de inspiração a Natureza. Dividiam-se em Palmiforme, se inspiradas nas palmeiras brancas, em Papiriforme, se inspiradas nas flores de papiro e em Lotiforme se se
inspiravam nas flores de lótus.
As paredes dos templos eram decoradas em baixo relevo representando cenas religiosas ou de guerra.
Os egípcios também construíam muitos monumentos funerários, principalmente pirâmides, de onde se destacam as do planalto de Gizé, na margem esquerda do rio Nilo.

A escultura e pinturas egípcias
O baixo-relevo mas possuía uma beleza das formas ou da pintura muito rica.
A estatuária era muito diversificada e rica, desde as grandes estátuas às pequenas estatuetas.
A maior parte da pintura egípcia existente, encontra-se no interior dos túmulos em que foram representadas cenas do quotidiano ou cenas religiosas
A representação das figuras egípcias obedecia a regras muito definidas:
- Lei da Frontalidade: os olhos e o tronco de frente; a cabeça, as pernas, e os pés de perfil.
- Hierarquização: quanto maior a importância social do representado, maior o tamanho
- Diferenciação sexual pelas cores: mulheres em tons amarelados e homens em tons avermelhados.



Trabalho realizado por:
Rui Santos

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Neandertal

O Neandertal é uma espécie extinta, do género Homo, que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, há cerca de 300 000 anos atrás até aproximadamente há 29 000 anos atrás, tendo coexistido com o Homo sapiens. Esteve na origem de uma cultura muito rica, denominada de cultura Musteriense ou musteriana que está englobada dentro do Paleolítico Médio, na qual domina o Neandertal.
O Neandertal era descrito no imaginário popular de forma negativa, comparativamente com o Homo sapiens sapiens era apresentado como simiesco, grosseiro e pouco inteligente. Era dotado de maior robutez física e o seu cérebro era ligeiramente mais volumoso. Os progressos da arqueologia pré-histórica e da paleoantropologia após a década de 1960, têm revelado, o homem de Neandertal, como um ser de grande riqueza cultural, sendo sobrestimado por alguns autores. Mas permanecem ainda muitas questões sem resposta, nomeadamente as relacionadas com a sua extinção.
Os Neandertais estavam adaptados ao clima frio, com o seu grande cérebro e o seu nariz curto mas largo e volumoso. Estas características são postas em destaque pela selecção natural nos climas frios. Indicam que os Neandertais teriam habitado áreas próximas do Árctico. Os seus cérebros eram maiores do que os dos humanos. Em média, os Neandertais eram muito musculados e, quando comparados com os humanos, os Neandertais eram maiores. A sua estrutura pode ter sido resultado de uma adaptação ao clima frio da Europa.
Os Neandertais terão atingido o auge do seu domínio no Paleolítico Médio, em que mostram um conjunto de ferramentas menor e menos flexível, quando comparados com os locais do Paleolítico Superior, ocupados pelos humanos modernos que os substituíram. Esta cultura, designada Musteriense, consistia na produção de ferramentas de pedra lascada, através do desbastamento que provocava lascas a partir das quais se produziam os diversos instrumentos: machados, bifaces, lanças, etc. Muitas dessas ferramentas eram bastante afiadas. No paleolítico superior terão desenvolvido uma cultura mais evoluída a nível da tecnologia que se caracterizava pelo desdobramento do núcleo lítico em peças menores e mais manuseáveis.
Os Neandertais usavam chifres, conchas e outros materiais para fazer ferramentas: como os objectos de osso e pedra que alguns arqueólogos referem tratar-se de imitações das técnicas do Homo sapiens sapiens. Possuíam lanças compostas por eixos de madeira com uma seta mais forte.
Os Neandertais realizavam um conjunto de tarefas normalmente associados apenas aos humanos, como a construção de abrigos ou controlo do fogo e a remoção da pele dos animais, bem como os enterramentos.

Trabalho realizado por:
Rui Santos